Saídas para o setor da borracha vencer os desafios

Conforme falado em posts anteriores, 65% da produção de borracha natural do Brasil acontece na região do Noroeste Paulista.

Diante disso, produtores e seringueiros participam com frequência dos leilões feitos pela Conab com o propósito de manter os preços de referência por meio do PGPM (Programa de Garantia de Preços Mínimos) e, assim, estancar a crise existente no setor desde o ano passado.

Imagem: Getty Images

Crise começou há dois anos

Apenas para recordarmos, as grandes compradoras de borracha natural no Brasil, as indústrias de pneus, sofreram grande impacto em 2021, quando o Governo Federal, na época, zerou as taxas de importação dos pneus de carga, desincentivando a fabricação nacional.

Para reverter a situação, neste ano a taxa de importação foi retomada em 16%. Todavia, “ainda não foi suficiente para as pneumáticas, que continuam com perda de competitividade no país por todos os custos de produção. Além disso, o Brasil não é autossuficiente na produção de borracha”, afirma Diogo Esperante, diretor-executivo da Apabor (Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha Natural).

Leilões da Conab são alternativas para estancar a crise

Desde a retomada da taxa de importação, já foram realizados pela Conab quatro leilões a fim de garantir os preços da borracha. No entanto, algumas das normas estabelecidas pelo governo para tal acabam dificultando a participação principalmente dos seringueiros atuantes na área.

De acordo com o produtor Armando Martins, “o subsídio pago com a política de preços mínimos é muito importante para nós, pequenos produtores de borracha”.

Ao mesmo tempo, outros seringueiros também se queixam sobre a remuneração paralela aos leilões, como é o caso de Gisele Maria Silva, que trabalha no sistema de parceria, sem ser CLT e atualmente conta com os subsídios pagos pelo governo.

Fique ligado aqui no blog da Rubberline e se atualize sobre as principais notícias sobre o cultivo e extração da borracha no Brasil!

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *