Safra 2023 da borracha natural traz preocupação para produtores paulistas

O Noroeste Paulista vem se destacando no cultivo da seringueira, pois cerca de 80% da borracha brasileira é proveniente da região do Rio Preto.

Mas, nos últimos tempos, esse número tem gerado uma preocupação: os produtores rurais e toda a cadeia produtiva da borracha natural, têm sofrido uma maior pressão no campo pela produção da safra neste ano.

Isso porque, afirmam que estão com baixos preços pagos pelo produto, devido às chuvas e o alto volume de matéria-prima nas usinas, fatores estes responsáveis por afetar o pico da colheita do coágulo da borracha nos seringais.

Seringueiras no Noroeste Paulista. Imagem: Reprodução

A preocupação maior é com a elevada oferta da borracha no campo, onde as usinas estão precisando manter estoques altos do produto.

“Até agora não tive problema com essa negociação, mas para a próxima coleta dos seringais não tenho certeza que vou conseguir escoar a borracha”, diz o produtor Jardon Passos.

Já o produtor Marcelo Franzine, avalia as condições climáticas que estão provocando atrasos desde o início da colheita do coágulo da borracha. No início do ano, de janeiro e fevereiro, devido às chuvas, a produção de 70 mil seringueiras da propriedade em Tanabi foi prejudicada no trabalho da sangria das árvores.

“Além de a árvore ficar molhada, impedindo o trabalho do sangrador, as canecas ficam cheias de água da chuva que diluem a borracha, impactando na qualidade do produto”, afirma.

Para saber mais sobre as notícias da borracha natural, continue acompanhando os conteúdos no nosso blog!

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