Projeto de curativos para queimaduras é criado pela UFTM

Pesquisadores da UFTM (Universidade Federal de Mato Grosso) desenvolveram um curativo a fim de tratar as queimaduras com base em borracha natural, própolis e babosa. O projeto tem como objetivo ajudar a melhorar e diminuir os custos dos tratamentos de cura.

Os estudos iniciados em 2013, foram compostos por vários ingredientes com o uso de própolis, sendo a babosa também adicionada a receita depois de alguns experimentos.

Projeto de curativos para queimaduras é criado pela UFTM

Imagem: Reprodução

Segundo a supervisora de pós-doutorado da instituição e responsável pelo projeto, Paula Cristina Souto, “são dois produtos naturais sabidamente bons em processos inflamatórios e ajudam no processo para não ser tão agressivo”.

Na hora de iniciar uma cicatrização mais rápida das queimaduras e evitar trocas de curativos frequentes, uma boa combinação de borracha natural com própolis e babosa deve ser acrescentada nas receitas dos curativos, contribuindo por não lesionar o corpo.

Precisamos lembrar que queimaduras precisam de um acompanhamento médico, pois geralmente esses ferimentos tem uma profundidade considerável, podendo levar a infecções.

Funções do curativos

Um tratamento eficaz deve incluir três funções:

  1. Controlar o aumento bacteriano
  2. Remover o tecido necrosado
  3. Estimular o crescimento do novo tecido após o tratamento adequado

Normalmente, isso é feito em etapas separadas, de acordo com a responsável do projeto, a pesquisadora de pós-doutorado Loyane Almeida.

“Ao produzir as membranas de borracha natural estudadas, podemos acrescentar diferentes compostos medicinais, como os presentes na babosa e no própolis, que irão tratar dos ferimentos de forma mais ampla, contribuindo na diminuição da frequência na troca de curativos do paciente”, explicou.

Além de parecer uma receita simples, a babosa e o própolis são fortes lastros científicos e de aquisição popular.

A babosa é um fitoterápico com ação anti-inflamatória, capaz de favorecer o crescimento sanguíneo e a restauração da pele.

“O própolis, por sua vez, têm capacidade antioxidante, anti-inflamatória, analgésica, antibacteriana e antifúngica. Além disso, no processo de cicatrização, tem se indicado promissor devido à capacidade de aumentar a proliferação, ativação e crescimento das células da pele e estimular a expressão de colágeno”, afirmou.

A borracha natural também é capaz de estimular células e cicatrização, no processo do tratamento que gera a nutrição e um reparo da região da queimadura.

“A proposta visa unir o melhor dos três, borracha natural, própolis e babosa. Primeiramente integrando conhecimentos físico-químicos e, então, entendendo quais os efeitos imunológicos e fisiopatológicos da membrana desenvolvida”, disse a pesquisadora do projeto em desenvolvimento experimental na UFMT, Campus do Araguaia.

Além disso, “mais estudos ainda são necessários para determinar eficácia e segurança, antes da aplicação clínica em humanos e é por isso que a aprovação e fomento pela FAPEMAT será tão importante”.

O curativo ainda não foi testado em humanos e o projeto recebe financiamento da Fapemat (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso), com a supervisão da professora Paula Cristina Souza Souto, da UFMT Câmpus do Araguaia, também responsável pelo projeto, e tem previsão de ser finalizado em cerca de cinco anos.

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