Projeto alia responsabilidade ambiental e conhecimentos tradicionais da Amazônia

O Projeto Borracha Nativa – Mercur alia responsabilidade ambiental e conhecimentos tradicionais da Amazônia E por isso se alia com a empresa Bossapack, e lança a  Ipá Tiá, nova linha de  bolsas, carteiras e mochilas impermeáveis.

O material foi desenvolvido pelo povo indígena Xipaya, a partir dos conhecimentos ancestrais do tecido encauchado

Lançada no último dia 01 de outubro, no Rio de Janeiro,  a linha sde bolsas e mochilas são feitas com tecido 100% algodão, impermeabilizado por meio do encauchado, popularmente chamado os tecidos impregnados de látex natural.

Ribeirinho casado com indígena da aldeia Tukayá, Edilson Oliveira da Silva, conhecido como “seu Edilson”, ensina Jorge Hoelzel, facilitador da Mercur, a extrair o latex. Foto: Lilo Clareto/ISA/Reprodução.

Parceria com a Bossapack

A Bossapack, situada no Rio de Janeiro, é uma empresa de mochilas urbanas com foco na mobilidade e desenvolveu seus produtos a fim de representar a cultura brasileira.

Seu foco é incentivar a produção local como forma de geração de trabalho e renda nas comunidades, trabalhar colaborativamente com artistas, designers e artesãos e ser sustentável.

A parceria com a Mercur iniciou com os tecidos encauchados testados que são produzidos nas comunidades de povos indígenas.

Para a confecção das bolsas, carteiras e mochilas a Bossapack fornece o tecido de algodão cru e recebe das comunidades o mesmo tecido impermeabilizado (encauchado) colorido com os pigmentos naturais., do urucum e do jenipapo.

“Fomos chamados para uma grande aventura com a geração desse produto. Cocriado entre o conhecimento ancestral dos povos tradicionais e originários, a Mercur com seu olhar metodológico e uma empresa de design de moda que desenvolveram esse produto urbano, com uma identidade brasileira e sustentável” afirma Cláudio  Martins, da Bossapack.

Projeto Borracha Nativa

A flexibilidade e impermeabilidade do tecido encauchado chamou atenção dos envolvidos no projeto Borracha Nativa. Assim, a Mercur buscou junto às comunidades locais aprender como se dava a produção do encauchado tradicional.

A partir de então, desenvolveu em seus laboratórios diferentes formulações, inspiradas em outros produtos que usam o látex, até chegar em um produto com maior resistência e durabilidade.

As pesquisas se deram, também, na aplicação do látex para utilizar elementos disponíveis nas comunidades, a fim de evitar que os extrativistas tivessem que investir na aquisição de máquinas e equipamentos.

“Foi um momento incrível, de trocas e de desenvolvimento final da tecnologia dos encauchados, pois tínhamos uma formulação testada em laboratório, mas ainda faltava validá-la à campo. Neste momento toda a aldeia se mobilizou, produzindo os materiais necessários para a oficina, como forno solar e suportes para fixação do tecido”,  relata Mateus Szarblewski, Químico da Mercur.

Com informações Mercur.

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