Produtores apostam em maior potencial produtivo das seringueiras

Neste ano, produtores de borracha sinalizam uma maior e mais produtiva colheita com média de sete toneladas de coágulo por árvore de seringueira e novos plantios dessa cultura.

Isso porque, segundo a Apabor (Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha), houve um aumento de 54 mil hectares na área de seringueiras voltadas à extração de látex.

Maior produtividade é aposta dos produtores de borracha

Imagem: Divulgação/Wenderson Araujo/CNA

O que dizem os especialistas

Segundo Diogo Esperante, diretor da Apabor, o estado de São Paulo possui 133 mil hectares de seringueiras plantadas, sendo o Noroeste responsável por mais de 65% da produção brasileira de borracha natural.

“Atualmente, são 78 mil hectares de seringueiras em produção, e para os próximos três anos, novas áreas estão previstas com 54 mil hectares de seringueiras”, afirma ao relacionar o potencial produtivo da safra de 2022.

“Estamos em um momento muito importante da safra, e consideramos o período de março a julho muito positivo ao produtor. Com o clima desfavorável do ano passado, os seringais estão se recuperando e devem produzir o dobro de coágulo nestes meses de pico de safra, em relação ao mesmo período de 2021”, acrescenta.

Com a palavra, os produtores

Fábio Tonus, é um produtor que pretende expandir o seringal para o plantio entre cinco mil a dez mil árvores, por ano. “Posso dizer que a rentabilidade da borracha natural para o produtor, por ser uma commodity, pode ultrapassar culturas como a soja e milho, se levarmos em conta que podemos ter a durabilidade das árvores por mais de 35 anos, sem os custos com os novos plantios”.

Além disso, ele estima uma produtividade geradora de maior lucratividade, entre sete e oito toneladas de coágulo por árvore. Isso devido ao mercado brasileiro produzir muito pouco ainda da demanda atual de borracha natural, importando grande parte do produto destinado em cerca de 90%,às indústrias pneumáticas.

Ao mesmo tempo, Nilson Augusto Cardoso Troleis, possui 40 mil seringueiras em produção, com a perspectiva de rendimento total de 300 toneladas de coágulo para a safra deste ano.

“Apesar de ainda não termos uma estatística de produtividade, a perspectiva é muito boa, se analisarmos os últimos dois anos em que o clima prejudicou muito o seringal. Hoje temos no campo boa reserva de água no solo e plantas mais vigorosas, de uma cultura muito sustentável dentro do conceito de florestas”, diz.

Mesmo com previsão de maior produtividade, aumento dos preços faz crescer a procura por seguros

“Com a queda do dólar, os preços da borracha, que acompanham o mercado internacional, tiveram essa baixa. Como é uma commodity, temos que aguardar o mercado e suas instabilidades”, é o que afirma Fábio Magrini, presidente da Apabor.

Em virtude disso e também considerando os altos investimentos para o plantio de seringal, a procura por seguro florestal tem aumentado consideravelmente.

Assim, garante-se ao produtor maior proteção quando ocorrem as adversidades climáticas, como os incêndios (em decorrência da seca e da geada), e que atingiram muitas seringueiras no Noroeste de São Paulo em 2021.

Para o produtor Eduardo Gentile foi fundamental o investimento no seguro florestal. Em setembro do ano passado, ele viu o fogo atingir o seringal, causando a perda de 3.000 árvores.

Continue ligado aqui em nosso blog e fique por dentro de mais atualizações sobre o mercado da borracha no Brasil!

 

Com informações do Diário da Região.

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