Produção de borracha no Pará retoma gradualmente

A busca por novos mercados e a valorização da sustentabilidade têm impulsionado nos últimos anos a retomada da produção de borracha no estado do Pará e regiões vizinhas da Amazônia, região norte do Brasil, a partir da extração da seiva da seringueira.

Com isso, cada vez mais é enxergada uma oportunidade para as comunidades dessas regiões se desenvolverem ainda mais por meio de uma fonte de geração de renda para os extrativistas.

Inclusive, a borracha nativa extraída dessas regiões é altamente sustentável, uma vez que não é preciso fazer nenhum desmatamento para cultivá-la. Além do mais, suas propriedades são superiores em relação a borracha sintética, fazendo o produto ser de altíssima qualidade.

Imagem: Reprodução

Empresas e organizações contribuem pelo processo de retomada

E no incentivo à retomada, várias empresas e organizações participam do processo. Uma delas é a ACOSPER (Cooperativa Agroextrativista do Oeste do Pará), cujo atual diretor e presidente, Manoel Edivaldo Leite, afirma que o processo de retomada na região do Tapajós, deu-se a partir do diálogo com um dos “representantes do Conselho Nacional das Populações Agroextrativistas e, consequentemente, com o representante da empresa Vert”.

Outra entidade, o PSA (Projeto Saúde e Alegria) também tem sido forte aliada nessa retomada. Juntamente com a ACOSPER, ela promoveu nos dias 08 e 09 de setembro o Seminário de fortalecimento da Borracha na RESEX Tapajós-Arapiuns, a fim de discutir medidas sobre como melhorar a qualidade da borracha.

Por fim, o Fundo Casa Socioambiental também apoiou a ACOSPER na execução de visitas técnicas aos seringueiros e na compra de equipamentos durante a realização das oficinas de boas práticas.

Um longo caminho pela frente

Mesmo com incentivos de empresas e organizações, a retomada da produção de borracha em larga escala ainda possui um longo caminho a ser percorrido. O principal deles envolve os incentivos tributários e econômicos e expansão das vias de escoamento do produto por parte do Governo Federal.

Tais investimentos só trarão benefícios tanto às comunidades existentes nessas regiões, quanto em termos de sustentabilidade. Isso porque, conforme já mencionado, a borracha nativa não causa danos à floresta durante a extração, respeitando o ciclo natural de regeneração das matas e o de vida das seringueiras.

Para mais informações e notícias sobre o cultivo e extração da borracha no Brasil, continue ligado aqui no blog da Rubberline!

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