Produção de borracha natural aquece setor de equipamentos

O período de chuvas já apresenta um sinal de produtividade para o setor da borracha A safra da da temporada 2021-2022 abriu um cenário positivo para produtores  na região de Rio Preto, com novos painéis nas seringueiras, impulsionando todo o setor produtivo da heveicultura.

Além disso, os preços pagos pela borracha acompanharam  a valorização do dólar, sendo um grande incentivo ao setor de fabricantes para equipamentos usados nos seringais.

Produção de borracha natural aquece setor de equipamentos. Imagem: Divulgação/Arquivo Apabor

Atualmente, o quilo do coágulo custa aproximadamente R$ 9,50 e o preço dos kits para sangria varia de R$ 3 a R$ 4.

Quem produz látex centrifugado, que utiliza 60% de teor de borracha, tem potencial de mercado, explica o diretor da usina Jasmim, de Ipiguá, Leandro Moyano Koch.

De acordo com ele, 90% da produção de coágulo de borracha natural são comercializadas entre as indústrias de pneus. Já a outra parte segue para as indústrias de luvas cirúrgicas, balões para festas, entre outras fabricações.

“Apesar de a produção da borracha se direcionar mais para as pneumáticas, temos grande potencial para produzir o látex para uma infinidade de outras indústrias”.

Atualmente, Leandro produz 300 toneladas por ano de látex. Ele explica que os preços, com o quilo do látex, são melhores do que os pagos pelas indústrias que compram a borracha.

O produtor completa que há uma diferença na coleta do produto. Porque a borracha seca é destinada às pneumáticas e o látex, ou seja, a borracha mais líquida, é ideal  a produção de vários outros produtos.

“O mercado do látex é muito promissor. E pode ser absorvido por indústrias que vão desde os elásticos usados para o dinheiro, ao vestuário, como os sutiãs, até as indústrias hospitalares, com as luvas cirúrgicas”, ressaltou Leandro.

De acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA), o setor da borracha apresenta uma expectativa positiva. Porque a borracha natural ocupou em 2020 a 19ª posição no ranking do valor da produção do Estado de São Paulo.

Ou seja, somou R$ 639,0 milhões, 9,34% superior ao ano anterior. É também a quinta atividade em valor de produção nas regiões de Rio Preto e Votuporanga.

Para o presidente da Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor), Fábio Magrini, os preços do coágulo da borracha e da chuva representam ótimas expectativas para a safra 2021-2022.

“No ano passado, a parte hídrica das árvores foi muito afetada pelo clima irregular. Muitas propriedades perderam árvores e outras vão demorar a brotar. Com a chuva, o seringal ganha mais força. E, além disso, os preços estão acompanhando as oscilações do dólar, que se valoriza mais frente ao Real”, disse Fábio.

Com informações do Diário da Região

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