Pesquisa ajuda produtores a ganhar tempo no cultivo do seringal

A pesquisa do IAC (Instituto Agronômico), na Fazenda Experimental de Votuporanga, tem o objetivo de antecipar a produção da cultura da borracha natural.

Geralmente, essa atividade leva dez anos para gerar rentabilidade ao produtor. Assim, com o novo produto, a sangria da seringueira poderá começar a produção mais cedo.

Pesquisas com as seringueiras do Centro de Seringueira e Sistemas Agroflorestais do IAC de Votuporanga, sabe ressaltar, são registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Seringal onde pesquisas com clones de seringueira são estudadas em Votuporanga. (Imagem: Divulgação)

Atualmente, a maior produtora de borracha natural do país, a região Noroeste de São Paulo, ganhou mais força com as pesquisas e programas de melhoramento genético de seringueiras.

A ideia é os clones serem mais produtivos e os produtores poderem antecipar a sangria das árvores, anteriormente possível somente a partir do sétimo ano de produção. Dentre as principais vantagens disso, podemos citar um maior rendimento e lucratividade.

“Os novos clones apresentaram essa precocidade. O produtor poderá antecipar em até dois anos o cultivo da borracha natural. E, além disso, o processo de melhoramento genético da seringueira é muito longo. Para se desenvolver um clone novo, leva mais de 30 anos de pesquisa”, disse o pesquisador científico do IAC de Votuporanga, Erivaldo José Scaloppi Junior.

Sendo assim, o produtor só tem a ganhar com o tempo e maior retorno no investimento realizado com os clones.

Segundo Scaloppi Junior, a produtividade das seringueiras deve ser 70% maior em comparação com o clone RRM 600. “Se as condições climáticas da região fossem melhores, os novos clones seriam até mais produtivos. Mas vivemos um período de falta de chuvas e temos uma estiagem prolongada”.

Produtores notam as diferenças

O produtor Januário Antônio Gorga Filho, vem notando a diferença que o seringal ganhou depois do plantio de mil árvores com os novos clones IAC. “Tranquilamente, essas novas árvores vão entrar em produção a partir do quinto ano. Poderia até abrir painel agora, já seria possível, mas vou aguardar mais um ano”, disse.

Portanto, ele afirma que o resultado com os novos clones será positivo com relação às variedades já cultivadas.

Além do mais, com as pesquisas os produtores terão noção de que valerá a pena investir em novos clones, resultando no aumento da procura.

“A perspectiva com os novos clones é muito boa. O produtor tem demonstrado interesse e nos pede sempre informações” disse Rodolfo José Soares, proprietário de um viveiro em Olímpia, tendo a expectativa de um aumento de 50% na procura pelos novos clones.

Para saber mais informações acompanhe as nossas matérias no blog!

 

Com informações do Diário da Região

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