O futuro chegou! Goodyear e Michelin desenvolvem pneus sem ar

Automóveis parados no encostando das estradas devido a problemas nas rodas podem se tornar coisa do passado muito em breve. Isso porque, a Goodyear e a Michelin seguem desenvolvendo pneus sem ar por meio de raios de plástico especiais que sustentam uma fina e reforçada banda de borracha.

Tal tecnologia avançada segue paralela com a fabricação de carros elétricos em todo o mundo. Com isso, empresas de transporte querem produtos que precisem de pouca manutenção, sejam à prova de furos, recicláveis e com sensores capazes de mapear as condições das estradas.

Além disso, o compartilhamento de carros e os serviços de busca por motoristas, como a Uber, estão crescendo nas cidades. E em virtude disso, um carro com o pneu furado é um gerador de renda a menos.

O futuro chegou! Goodyear e Michelin desenvolvem pneus sem ar

Imagem: Divulgação/Michelin

Sequências de testes são realizados com os pneus sem ar

Segundo Michael Rachita, gerente de programas da Goodyear, “os pneus a ar sempre terão seu lugar, mas é necessário um conjunto de soluções. Conforme entramos em um mundo onde os veículos autônomos estão se tornando mais comuns (…), a importância de termos pneus livres de manutenção é imensa”.

Nos laboratórios da Goodyear, os pneus são testados 24 horas por dia, em diferentes cargas e velocidades, percorrendo milhares de quilômetros sem parar.

Alguns raios se deformam, outros quebram, mas as estruturas continuam a funcionar com segurança. Segundo Rachita, “é testar para aprender, testar e aprender”.

Já a Michelin, vem trabalhando com a General Motors em pneus sem ar desde 2019. Em fevereiro, a imprensa noticiou que seu Sistema à Prova de Furos Unique poderá estrear em um novo carro elétrico, o Chevrolet Bolt, possivelmente já em 2024.

Os pneus Uptis são feitos de resina de alta resistência, embutida com fibra de vidro e borracha composta (a Michelin já registrou 50 patentes sobre esse material) a fim de criar uma estrutura de rede que envolve uma roda de alumínio.

Michelin: a líder de mercado no setor de rodas sem ar

A roda-pneu Tweel, desenvolvida pela Michelin, existe desde 2005 e é usada em veículos de baixa velocidade, como equipamentos agrícolas. Contudo, otimizar essa tecnologia para veículos rodoviários é um desafio completamente diferente.

E o Uptis, feito de resina de alta resistência, embutida com fibra de vidro e borracha composta é apenas uma etapa rumo a algo maior. Até porque, ele não precisaria de manutenção, exceto por algumas recauchutagens ocasionais.

O grande peso das baterias faz as estruturas sem ar serem apropriadas aos veículos elétricos. Mas, por outro lado, os pneus sem ar têm maior contato com a rodovia, aumentando o atrito e o consumo de energia capaz de fazer os pneus se moverem, com consequências para a vida útil e a capacidade da bateria.

Além disso, a rigidez dos raios plásticos transmite mais vibrações por meio da suspensão. Ele acredita que poderá ser preciso convencer os motoristas acostumados ao desempenho dos pneus a ar sobre o uso da nova tecnologia.

Projeções para o futuro

Os fabricantes de pneus esperam que os primeiros usuários em áreas específicas ajudem a popularizar a tecnologia.

“Os pneus não-pneumáticos (NPTs na sigla inglesa) são particularmente interessantes para setores como o militar, de assistência a desastres, veículos de segurança e maquinário especializado”, afirma Klaus Kraus, chefe de pesquisa e desenvolvimento na Europa da companhia sul-coreana Hankook.

Pelo menos no início, os pneus sem ar terão um preço mais alto, mas a capacidade de recauchutagem regular e impressão 3D podem mudar esse jogo.

Até porque, especialistas especulam que talvez os consumidores nem precisem comprar os pneus inicialmente, pois eles serão fornecidos de graça e o pagamento seria por quilômetro rodado, com sensores monitorando seu uso.

Gostou de saber sobre essa nova tecnologia dos pneus sem ar? Então continue ligado aqui em nosso blog e fique por dentro de mais informações sobre as inovações da indústria da borracha!

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