Fundação Michelin e WWF-Brasil querem fortalecer cadeia da borracha

Para manter a floresta amazônica, empresas estão buscando parcerias de arranjos entre organizações extrativistas e empresas privadas  com o intuito de aumentar o número de vagas de empregos.

Em virtude disso, as fundações Michelin e WWF-Brasil anunciam parceria para desenvolver estratégias de fortalecimento da cadeia de borracha de extrativismo na Amazônia, a fim de favorecer soluções positivas às pessoas e à natureza. Tudo isso com o intuito de conservar a floresta com o fortalecimento das populações locais, juntamente de uma nova economia baseada no uso e valorização da sociobiodiversidade.

Nos próximos três anos o grupo “Juntos pelo Extrativismo da Borracha na Amazônia” atuará com metas gerando impacto econômico favorável para 3.800 famílias, trabalhando na conservação e manejo de 6,8 milhões de hectares em 14 Unidades de Conservação no estado do Amazonas na expectativa de produzir 700 toneladas de borracha a serem vendidas nos padrões sociais e ambientais estabelecidos.

Fundação Michelin e WWF-Brasil querem fortalecer cadeia da borracha

Fundação Michelin e WWF-Brasil querem fortalecer cadeia da borracha. Imagem: Reprodução/Twitter/Michelin

E gerando renda para a população, trará mais vantagens do que pelo trabalho com a borracha sintética à base de combustíveis fósseis. “Fortalecer a cadeia da borracha do extrativismo da Amazônia é apoiar as comunidades seringueiras a conservar a floresta em pé. Para tanto, precisamos superar o falso dilema entre prosperidade econômica e conservação da natureza a partir de uma visão de desenvolvimento sistêmico que integra as necessidades das pessoas a partir da valorização dos ativos da sociobiodiversidade brasileira”, afirma Maurício Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil.

A produção industrial local é de apenas 2 mil toneladas por ano e a empresa  industrial da Michelin no Polo Industrial, que adquire a matéria-prima em outros estados, vem buscando desenvolver outras alternativas para atrair mais fornecedores e fortalecer os que já estão.

Segundo Feliciano Almeida, presidente da Michelin América do Sul, “sabemos que não há como avançarmos sem um compromisso com o planeta, as pessoas e a performance financeira. Por meio de iniciativas como esta, ambientalmente responsáveis, socialmente equilibradas e financeiramente viáveis, a Michelin mostra que segue inovando na busca de uma mobilidade mais sustentável para todas e todos.”

As duas empresas, WWF-Brasil e Fundação Michelin, fortalecerão o apoio técnico de 18 associações de produtores extrativistas a fim de conter benefícios de políticas públicas, ganhando poder de compra e promoção da cadeia da borracha.  Assim, irá produzir dentro dos padrões ambientais e sociais estabelecidos.

Além disso, como um dos principais desafios é atingir e engajar os jovens e fortalecer as lideranças femininas, as empresas WWF-Brasil e Fundação Michelin irão facilitar a escuta com ações na co-construção do fortalecimento dos povos da floresta por meio da comunicação, para rever a tendência da redução no número de seringueiros e seringueiras.

Com a inclusão de serviços ambientais na cadeia da borracha, será desenvolvido e implantado um novo sistema de rastreio na associação de suas parcerias. E com isso serão solicitados cadastros e treinamentos aos fornecedores. Seguindo a mesma direção, a parceria buscará desenvolver coletivamente uma plataforma de aliança corporativa comprometida com o ecossistema de negócios da cadeia da borracha de extrativismo, com adicionalidade da responsabilidade socioambiental.

Para saber mais sobre as novidades e como está funcionando a cadeia da borracha, continue acompanhando os nossos conteúdos do blog!

 

Com informações da Revista Borracha Atual

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