Federação busca medidas para proteger indústria nacional de pneus

A Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Artefatos de Borracha, Pneumáticos e Látex (Fenabor) está buscando junto ao Ministério do Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) medidas que beneficiem as fabricantes brasileiras de pneus, visando melhorar sua competitividade em relação aos importados e garantir a manutenção dos empregos no setor.

De acordo com o presidente da Fenabor, Márcio Ferreira, a situação é preocupante, citando o caso da Bridgestone em Santo André, que implementou o lay-off (suspensão temporária de contrato) de 1.608 trabalhadores, com revezamento em turnos, afetando principalmente os setores de pneus de caminhão e agrícola.

Imagem: Getty Images

A crise no setor de pneus

O setor enfrentou seu primeiro impacto em 2021, quando o governo zerou a alíquota de importação de pneus de carga. Embora em 2023 tenha sido aprovada a retomada da tarifa de 16% sobre a importação de pneus no transporte rodoviário de cargas, outros fatores como a redução do preço do frete internacional, a queda do dólar e o aumento do imposto de importação da borracha natural continuam prejudicando os fabricantes nacionais.

Para Ferreira, é necessário que o governo adote medidas mais efetivas para deter essa situação, visando equilíbrio e isonomia, sem buscar protecionismo. A Fenabor lançou a campanha “Vamos dar um basta na concorrência desleal! Medidas protetivas já! Pro emprego na indústria de pneus não acabar!”, buscando sensibilizar as autoridades para a urgência do problema.

Responsabilidade ambiental

Ferreira destaca a falta de responsabilidade ambiental dos importadores em relação à destinação das carcaças dos pneus, enquanto os fabricantes nacionais têm que cumprir diversas exigências ambientais. Isso torna mais vantajoso trazer pneus de fora do que fabricar no Brasil.

O relatório da Fenabor revela um aumento significativo nas importações de pneus, passando de 25% em 2017 para 46% no caso de pneus de carga e de 29% para 51% no caso de pneus de passeio. Esses dados reforçam a necessidade de ações urgentes para proteger a indústria nacional de pneus e seus empregos.

Com informações de Diário do Grande ABC.

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