Extrativistas são treinados para reativar seringais no Pará

Representantes do chamado Arquipélago do Marajó, constituído pelos municípios de Anajás, Melgaço e Portel, foram treinados para multiplicarem as ações de Reativação dos Seringais Nativos do Arquipélago do Marajó – “Marajó Sustentável”, lançado em novembro de 2022 com o intuito de capacitar a cadeia da borracha da extração à comercialização.

Ao todo, cerca de 520 extrativistas participam da ação, que é uma iniciativa do Governo do Estado do Pará, em parceria com a Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará), Sedap (Secretaria de Desenvolvimento Agropecuária e da Pesca) e participação do Basa (Banco da Amazônia).

Foto: Mateus Costa/Ascom Sedap

Por dentro do orçamento e dos custos de produção

Foi em uma reunião virtual realizada no dia 19 de dezembro de 2023 que o Basa lançou as metas, lista de responsabilidades, prazos e calendário de atividades, além dos orçamentos definidos para o projeto e financiamentos direcionados ao abrigo do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).

Além disso, o encontro possibilitou uma estimativa dos custos relacionados à produção e exploração dos seringais nativos de forma sustentável e sua inclusão no BDAgro (Banco de Dados do Agronegócio do Banco da Amazônia) e no RIS (Relatório de Informações Semestrais). Tudo isso com o intuito de facilitar o acesso da população ribeirinha do Marajó a acessarem financiamentos e custeios para esta atividade.

Segundo o Núcleo de Planejamento da Sedap, representado pelo engenheiro agrônomo Ozias Aquino, as capacitações e visitas técnicas de prospecção conjunta em áreas de seringais nativos nos municípios como Anajás e Breves, passando pela Reserva Extrativista de Mapuá, Região de Integração do Marajó – foram algumas das ações realizadas em 2023.

Participaram da reunião, os representantes da da coordenação do Núcleo de Planejamento da Sedap, gestão do projeto “Marajó Sustentável”, extensionistas de escritórios locais da Emater, analistas do Basa das agências de Macapá e Abaetetuba, além da coordenação técnico científico do banco citado.

Benefício de todos

Com o treinamento, os trabalhadores dos seringais conseguiram ampliar sua renda sem precisar desmatar a floresta. Assim, todos saem ganhando: o extrativista, as famílias que dependem da atividade e a natureza, conforme diz o titular da Sedap, Giovanni Queiroz.

Além do mais, Queiroz também destacou o chamado “Marajó Sustentável”, cujo projeto trabalha com o conceito da bioeconomia e sustentabilidade. Com isso, se torna uma iniciativa capaz de oferecer recursos em prol do sustento das famílias que vivem dos seringais.

Segundo ele, “a meta é elevar a renda familiar de meio salário para três salários mínimos e com isso oferecer mais condições dignas de sustento para essas famílias, e já foram incluídas na ação as famílias de Melgaço e Anajás além de Portel”, informou o secretário.

Já Ozias Aquino, por sua vez, afirma que “esses aderentes, depois de treinados para iniciarem a produção, precisarão ser contemplados pelo crédito rural, cuja operacionalização carece do financiamento que será viabilizado pelos sistemas de produção construídos pela missão e sistematizados pelo Basa, para implementação pelos extensionistas da Emater”.

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