Extração de látex persiste e proporciona independência financeira aos seringueiros

A extração de látex continua relevante e proporciona autonomia financeira às famílias extrativistas do Pará. Prova disso é que entre os anos de 2018 e 2022, a produção no estado cresceu 8,1%, abrangendo áreas de vegetação espontânea e de cultivo.

Iniciativas sustentáveis, como a cooperativa “Seringô”, em Castanhal, valorizam a borracha natural por meio do artesanato. Artesanatos feitos com látex podem chegar a até R$ 200 por quilo de borracha, enquanto a biojoia pode atingir até R$ 2 mil. Essa agregação de valor beneficia ambos os elementos, segundo Francisco Samonek, representante da entidade.

Látex proporciona independência financeira aos seringueiros.

Imagem: Reprodução/TV TEM/G1

Cadeia produtiva do Pará reacende incentivo aos seringueiros

No Brasil, São Paulo destaca-se como líder na produção de látex, mas o Pará vem ganhando espaço com novas iniciativas que revitalizam a atividade dos seringueiros.

A Seringô apoia uma rede de extrativistas dedicados à extração de látex e ao desenvolvimento de artesanato sustentável com borracha natural. Segundo Francisco Samonek e Maria Zélia, representantes da cooperativa, essa atividade não só gera renda com a extração, como também com a venda de artesanatos, beneficiando toda a família.

No setor de calçados de borracha, há um movimento crescente para a adoção de processos produtivos sustentáveis. Embora a maioria das indústrias ainda não tenha feito essa transição, é urgente a necessidade de migrar para práticas mais ecológicas, conforme enfatizado pelos representantes da Seringô.

Condições climáticas potencializam a atividade na região

Além da geração de renda, a extração de látex na região amazônica também se beneficia das condições ambientais e climáticas únicas dessa área. Especialistas destacam que a rentabilidade está na produção de borracha natural, que utiliza vegetação espontânea, eliminando a necessidade de investir tempo e recursos em áreas de cultivo específicas.

De acordo com o IBAMA, o Pará abriga cerca de 35 milhões de seringueiras adultas prontas para a sangria do látex. Dessas, aproximadamente 15 milhões estão concentradas na região do Marajó, onde projetos de desenvolvimento têm se focado. Essa atividade representa uma oportunidade promissora para a economia local e a preservação ambiental.

Ausência de recursos é o principal desafio do setor

A extração de látex enfrenta desafios significativos, como a necessidade de apoio financeiro e a competição com produtos sintéticos. Mesmo a borracha sintética sendo produzida por meio de complexas transformações químicas de hidrocarbonetos, ela não oferece a mesma resistência à tração em relação à natural.

Esta última é notável por suas propriedades dinâmicas, como elasticidade, resistência à tração e abrasão, flexibilidade, permeabilidade a gases e durabilidade, tornando-a essencial na fabricação de mais de 52 mil produtos.

Todavia, Francisco Samonek, do POLOPROBIO, destaca que o principal desafio para os produtores de borracha natural é obter recursos suficientes para se reorganizarem e reiniciarem suas atividades.

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Com informações de O Liberal.

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