Conab faz leilão e escoa 31,7 mil toneladas de borracha

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou ontem (19/06), leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) de borracha natural. O objetivo era ajudar a escoar 31,7 mil toneladas do produto da safra 2022/23 da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Tocantins e 28 municípios de Mato Grosso que enfrentaram cotações abaixo do preço mínimo.

Em portaria publicada em maio, o governo federal autorizou a concessão de até R$ 50 milhões para subvencionar a equalização dos preços da borracha natural. O prêmio é o valor que o governo pagará ao produtor que o arrematou no leilão, realizando a venda da borracha até 30 de junho e comprovando o escoamento do produto.

A Conab realizou ontem (19/06), leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) de borracha natural.

Imagem: Getty Images

O governo paga ao produtor a diferença entre o preço mínimo em vigor de R$ 4,46 o quilo, e o valor de mercado.

Em São Paulo, principal produtor do país, a previsão era comercializar 20 mil toneladas. O valor máximo a ser pago no prêmio seria de R$ 1,39 por quilo, já que o preço médio da borracha natural no Estado entre o fim de maio e o início de junho era de R$ 3,07. O comunicado da Conab detalhou cada um dos nove lotes, com valores e volumes por Estado.

O setor produtivo buscava uma ajuda desde outubro do ano passado, quando sinalizou a queda dos preços da borracha abaixo do mínimo estabelecido, de R$ 4,46 por quilograma de coágulo virgem a granel com 53% de teor de borracha seca.

Uma fonte afirma que a medida chegou tarde. O setor já pleiteia uma nova portaria de subvenção a partir de julho, na safra nova, e sem algumas travas, como a necessidade de vender a produção para fora do município.

Outro entrave é a exigência de o produtor rural apresentar a documentação fiscal da venda do produto do comerciante para as usinas de beneficiamento, ou seja, uma etapa posterior à entrega do seu produto. Segundo a fonte do setor, essa exigência coloca o produtor como dependente de um documento que não é seu para conseguir receber a subvenção.

Com informações do Globo Rural.

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