Cenário e perspectivas dos setores de borracha natural, celulose e carvão vegetal

Na quinta-feira (27/07), a Comissão Nacional de Silvicultura e Agrossilvicultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA),  se reuniu para debater o cenário e as perspectivas atuais dos setores da indústria de celulose, da heveicultura e do carvão vegetal.

Antonio Carlos da Costa, o presidente da Abrabor (Associação Brasileira de Produtores e Beneficiadores de Borracha Natural), comentou sobre o mercado atual de borracha natural. Segundo ele, a produção movimenta cerca de R$ 28,7 bilhões, gerando mais de 100 mil empregos, sendo 22,8 mil destes só na heveicultura.

Imagem: Reprodução

“A cultura da seringueira tem impactos econômicos e sociais extremamente positivos ao agro brasileiro. A extração do látex ou sangria é uma atividade estritamente manual, fazendo  dela uma cultura intensiva em mão de obra”, disse.

Com as perspectivas e o cenário do mercado, Costa afirma que neste ano a tendência é aumentar em  5,8% a demanda por borracha natural junto com a produção de 5,7%. De 2022 em diante, a taxa de crescimento das ofertas deve se manter  em baixa em relação às demandas, e os preços devem sofrer uma pressão do mercado.

“Se os preços continuarem atrativos, a expectativa dos  próximos cinco anos é de um aumento de 40% da área de produção com látex no Brasil”. Disse o presidente.

Diante disso, sobre a indústria de celulose no Brasil, o diretor-executivo da IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores), José Carlos da Fonseca Júnior, informou que o setor atinge mais de mil municípios brasileiros, gerando mais de 1,7 milhão de empregos diretos. Somente em 2020, alcançou a marca de mais de US$10 bilhões em exportação.

“Temos de mostrar aos consumidores, cada vez mais exigentes, que não há uma folha de papel produzida no Brasil sem ser proveniente de  florestas plantadas com essa finalidade. São 9 milhões de hectares de eucalipto, pinus e outras espécies para o destino industrial, em sua maioria em sistema de plantio mosaico, onde há manutenção da biodiversidade.”, disse José Carlos.

Para o diretor executivo, a manutenção do meio ambiente no plantio de árvores tem um papel importante na mitigação de GEES (Gases de Efeito Estufa) e enfrentamento das mudanças climáticas atuais. “É um setor que já está no futuro do carbono negativo, graças ao dinamismo e à inovação”, afirma.

Com informações do Notícias Agrícolas.

 

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