Carro elétrico: “pneu continuará preto e redondo, mas é só”, diz CEO da Pirelli no Brasil

Um carro elétrico é igual a um movido a combustível, com uma leve diferença estética percebida pelos motoristas, cuja experiência muda por conta de algumas melhorias.

Em sua cadeia automotiva industrial, é possível compará-lo a um elevador e escada rolante, que são componentes e veículos de transporte com o mesmo objetivo, mas com diferenças entre si.

No caso dos veículos, por exemplo, os pneus ”continuarão a ser pretos e redondos, mas é só”, afirma Cesar Alarcon, CEO da fabricante italiana de pneus Pirelli no Brasil. Até porque, “o veículo elétrico é mais pesado e mais rápido na aceleração, demandando um desempenho bem distinto”.

Para Alarcon, a mudança da matriz energética do setor de transporte e mobilidade é apenas a ponta do iceberg de uma transformação mais profunda. “Há muito desenvolvimento que não se vê da superfície”, afirma.

Segundo as projeções da companhia, até o ano de 2025, 60% dos pneus homologados e vendidos estarão atendendo aos carros e demais veículos elétricos.

Carro elétrico: "pneu continuará preto e redondo, mas é só", diz CEO da Pirelli no Brasil

Imagem: Mike B/Pexels

Desenvolvimento de pneus mais silenciosos e com menor atrito

A maior parte do desenvolvimento está concentrada nas melhorias do produto, como por exemplo, diminuir a resistência ao rolamento, aumentar a autonomia do veículo, fazê-lo economizar energia em seu aspecto fundamental e, o calcanhar de aquiles dos elétricos, o seu silêncio.

“Ninguém quer, num carro cujo barulho do motor é inexistente, ficar escutando um pneu barulhento. A eletrificação tem um grande objetivo: reduzir as emissões. Apesar da mudança da matriz energética não ser uma pauta exclusivamente ambiental, não podemos perder esse Norte”, diz o CEO.

Levando em consideração essa compreensão, as empresas buscam novas matérias-primas a fim de reduzir o uso de componentes de origem fóssil, como a gasolina e o diesel.

No Brasil, o segundo maior centro de inovação da companhia, experiências estão sendo conduzidas com casca de arroz e celulose. Já na produção do pneu feito de borracha natural e sintética, são usados componentes químicos e fios de aço, onde há um maior uso de material fóssil e energia, que vem sendo substituída por fontes renováveis.

Como será a velocidade da eletrificação no Brasil

O objetivo central da eletrificação é fundamental para compreender a velocidade do processo em diferentes partes do mundo. A tendência é a mudança da matriz demorar mais a acontecer no Brasil, segundo Alarcon.

“A Europa e a China têm uma urgência muito maior de eletrificação, pois não contam com alternativas. No Brasil, há o etanol. Acredito que o carro elétrico irá chegar por aqui, mas deve levar alguns anos a mais”, define.

Para saber mais notícias sobre o que vem acontecendo na produção da borracha e seus componentes, continue acompanhando os conteúdos do nosso blog.

Com informações de Exame.

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