70% da borracha do Brasil é beneficiada por 12 usinas do Noroeste Paulista

Situada no Noroeste Paulista, a cidade de Rio Preto hoje pode ser considerada um dos maiores polos de borracha natural beneficiada e comercializada do Brasil.

E os números não deixam enganar! De acordo com a Apabor (Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha), 12 usinas da região beneficiam cerca de 70% da borracha brasileira.

Deste total, 19% da produção é de responsabilidade da Braslátex, localizada no município de Bálsamo. Na sequência, aparecem a Hevea-Tec, de Jaci, com 13%, e a Noroeste Borracha, em Urupês, com 11%. As três cidades estão localizadas no interior de São Paulo.

70% da borracha do Brasil é beneficiada por 12 usinas do Noroeste Paulista

Beneficiamento da borracha na Braslátex, em Bálsamo-SP. Imagem: Divulgação

Expectativas são altas para este ano

Curiosamente, mesmo a Braslátex contando com cerca de dois milhões de seringueiras plantadas, elas correspondem a apenas de toda a borracha beneficiada pela usina, que produz cerca de 28 mil toneladas por ano.

Segundo José Carlos Moreira, gerente de produção da empresa, na safra iniciada em outubro de 2021, as perspectivas são melhores em relação ao ano anterior, prejudicado pelas adversidades climáticas da região.

Por sua vez, o diretor comercial da Hevea-Tec, Percival Costa Júnior, também analisa os bons resultados com a atual safra de seringueiras, que ainda tem colheita prevista até agosto.

Quem também está prevendo um cenário otimista é Renato Arantes, coordenador de vendas da usina NB Noroeste Borracha. Segundo ele, as chuvas deste ano, proporcionaram bons índices de reserva hídrica aos seringais.

Qualidade é fundamental para a manutenção do setor

Mas mesmo com as chuvas contribuindo para um resultado promissor, nada adiantaria se a qualidade da borracha produzida no Noroeste Paulista se sobressaísse no mercado nacional.

De acordo com um levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), somente no estado de São Paulo, a produção de seringueiras bateu a marca de 145 mil toneladas de borracha produzida. Além do mais, 67% da produção nacional é proveniente do Noroeste Paulista.

E como as indústrias hoje exigem bastante do processamento, o controle de qualidade no beneficiamento da borracha é fundamental.

Por isso, o proprietário da usina São Manoel, Adriano Júnior Sabino, afirma que “são especificações diferentes do produto para cada setor, dentro da indústria de pneus. E por isso temos que ter acompanhamento técnico, laboratório de análise do produto e uma série de planejamentos durante a safra da seringueira”,

Noroeste Paulista: capital da borracha

Portanto, ao analisar o cenário acima, conclui-se que a região de Rio Preto pode ser chamada de capital da borracha no Brasil.

Para o diretor executivo da Apabor, Diogo Esperante, as usinas se encarregam de toda a logística, buscando a borracha no campo. “Essas empresas buscam a borracha no Brasil. Para os produtores é importante, pois é uma matéria-prima mais disputada e com preços atrativos da commodity”.

Continue ligado aqui no blog da Rubberline e fique por dentro de atualizações constantes sobre a indústria da borracha no Brasil.

Com informações do Diário da Região.

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