Artefatos de borracha: retomada da indústria de MG em 2021

As indústrias de artefatos de borracha de Minas Gerais iniciaram 2021 com um espírito otimista e aguardando bons resultados para este ano que se inicia. Com a crise provocada pela pandemia, o setor teve de enfrentar diversas perdas em 2020. Entretanto, o mesmo se vê confiante para a recuperação da economia e aumento da demanda nas indústrias para os próximos meses.

A indústria de borracha que foi mais afetada pela crise foi a voltada para o setor automobilístico. O ano se encerrou com uma grande queda e preocupações. Entretanto, o setor da mineração registrou bom desempenho, superando  as perdas e encerrando o ano com estabilidade.

Em entrevista, o presidente do Sindicato das Indústrias de Artefatos de Borracha no Estado de Minas Gerais (Sinborminas), Roland Von Urban, comentou sobre a abrangência do segmento. Ele ainda reforçou que o mesmo atende várias cadeias industriais, como a de autopeças, automobilística, mineração, indústria de base, siderurgia, pneus e portos e área naval.

Imagem: AdobeStock

Custos de produção dos artefatos de borracha

Um dos principais desafios enfrentados pelas indústrias de artefatos de borracha no ano passado foi o aumento relacionado aos custos de produção. Com uma menor oferta de matéria-prima e a desvalorização da nossa moeda sobre o dólar os preços de importantes insumos dispararam. O fato acabou causando muitos prejuízos e reduziu as margens de lucro das empresas.

Segundo  Von Urban, a alta dos custos com a matéria-prima, sobretudo da borracha, no ano passado, passou de 35%. “O dólar valorizado influenciou nos custos, porque muito da nossa matéria-prima é importada.”, reforçou.

Outro item de suma importância para as empresas de artefatos de borracha que teve seu preço nas alturas causando impacto no desempenho do setor foram as chapas de aço. “O valor das chapas subiu assustadoramente, ficando entre 30% e 40% maior. Isso fez com que o lucro diminuísse nas empresas…”, explicou.

Muitos ficaram desempregados

Von Urban ainda falou sobre a redução do faturamento das empresas. O presidente do sindicato afirmou que o fato é prejudicial e trouxe o desemprego para muitas pessoas. Ele ainda afirmou que se as coisas não mudarem o aumento de demissões poderá ser ainda maior.

Entretanto, o profissional acredita em uma retomada da economia em 2021, sobretudo, após o início da vacinação contra a Covid-19. São diversas as indústrias do setor que estão segurando ao máximo a mão de obra.

“No nosso sindicato, tivemos grandes associados que dispensaram muita mão de obra por queda da demanda. Foi um ano atípico pela Covid-19 e, claro, nossa perspectiva é de melhora desse segmento para 2021”, reforçou o presidente do sindicato.

A estimativa para os próximos meses é de crescimento para as indústrias de artefatos de borracha. Porém, é preciso mais do que apenas o controle da pandemia. É necessário, sobretudo, a aprovação da reforma tributária que proporcionará um maior fôlego aos empresários, permitindo que eles invistam em tecnologia e inovação. Assim, a indústria poderá se fortalecer novamente e ganhar mais competitividade nos mercados.

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Com informações do Diário do Comércio.

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